Couscous de borrego



A minha paixão pelo borrego tem explicações que já descrevi neste blog. Apesar de ser uma carne difícil para algumas pessoas, para mim é uma carne com sabor e textura incomparáveis!

É uma carne rica em minerais, como ferro, fósforo e cálcio. É igualmente uma excelente fonte de proteínas e vitaminas do complexo B. De fácil digestão raramente é associada a alergias alimentares.

A carne de carneiro nascido na primavera possui sabor e textura incomparáveis, desafio-vos a experimentarem. A mais rara de todas é a dos cordeiros criados em terrenos salobros, que possui inconfundível paladar salgado, e a razão deste post. A carne é classificada como borrego até os 14 meses de idade.

O meu gosto por especiarias tem-me empurrado para oriente, na descoberta de novas descobertas gastronómicas. Há quem diga que essa minha busca incessante, igualmente nesta “área”, é o espelho da minha personalidade, no que tem de bom e de mau. Mas isso é para outros “blogs”!

A experiência que vou aqui relatar baseia-se em misturas de receitas, que vão desde o Médio Oriente até à Índia, tentando tirar partido do melhor que por lá se faz e, mais uma vez e sempre, satisfazer os gostos que vou adquirindo, combinados com as minhas memórias cognitivas, em doses equilibradas.

Preparo a carne com uma noite de antecedência para o almoço. Utilizo pedaços de carne do lombo bem limpos, aos quais misturo hortelã (várias folhas), cominhos (poucos), sal e açúcar (50/100g dependendo da quantidade da carne) tudo misturado e muito bem picado.

A preparação do couscous é básica. Deito um caldo de legumes a ferver no couscous e deixo hidratar uma hora.

Frito a carne em azeite. Posteriormente junto água e deixo cozer em lume brando até que a carne fique bastante tenra.

Igualmente em azeite, frito bem damascos, ameixas e amêndoas. Podem ser adicionados outros frutos secos para enriquecer a mistura, mas eu gosto desta. No fim, escorro tudo e reservo o azeite, onde vai refogar o alho e o gengibre, tudo picado. Junto cebola até murchar e depois junto o couscous escorrido, as ameixas, os damascos e as amêndoas, coentros e salsa, todos picados, o colorau, a pimenta síria e mexo bem e deixo cozer alguns breves minutos, em lume brando, juntamente com a carne.

Sirvo em travessa com uma mistura de hortelã picada e em folhas.

Vou aconselhar para acompanhar, um tinto da casta cabernet sauvignon. Não é por “nada”, mas tem sido assim comigo e tenho gostado! :)

4 comentários:

me.lx disse...

o chef acordou!! parece-me uma boa forma de cozinhar essa carne (apesar de não a comer) como dizes também sempre a achei difícil, mas alguém pelo alentejo que conheço cozinha bem, com bastantes ervas! á alentejo mesmo ;)

© disse...

:D
acordou mesmo!
parece-me muito heavy... mas tem bom ar.

mais lança, mais!

Lança disse...

O “chef” por acaso hoje está “a dormir”, mas pronto! En passant… :D

Claro que não é pesado! É uma ideia errada! Forte, sim! E complexo!

Eu sabia que não iam gostar mas… eu adoro! :P

BEIJOS! :)

me.lx disse...

Lança... aqui cozinha-se a três gostos e três mãos neste momento! por isso...Gostos há muitos ;)

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